FAQ

Iniciarmo-nos na mobilidade eléctrica, faz levantarmos muitas questões, até porque o investimento é elevado !
Com base nas perguntas que mais são feitas pelos nossos clientes, apresentamos algumas perguntas modelo com as respostas mais sinceras que lhe podemos transmitir.

1. Quanto custa instalar um ponto de carregamento VE ?

Não existe um preço fixo, pois cada instalação é única. O investimento total depende de variáveis técnicas fundamentais, tais como:

  • A distância: O comprimento e a complexidade do percurso do cabo entre o quadro elétrico e o local de carregamento.

  • O Equipamento: O tipo de carregador escolhido (potência, funcionalidades inteligentes, conectividade).

  • Infraestrutura: A necessidade de calhas, furações, alteração de potência contratada ou adaptações no quadro elétrico existente.

  • Segurança: A inclusão de proteções elétricas obrigatórias por norma.

Como cada cliente tem necessidades específicas, desenhamos soluções personalizadas. Convidamo-lo a preencher o nosso formulário de orçamento para receber uma proposta ajustada à sua realidade. Oferecemos uma visita técnica gratuita e sem compromisso para avaliar todas as condições no local.

2. Qual o tipo de carregador devo comprar ?

A resposta curta é: depende das suas necessidades específicas.

Embora todos os carregadores tenham a mesma função, carregar a viatura, a escolha do equipamento ideal é determinada por um conjunto de fatores técnicos e legais:

  • O Local e o Tipo de Instalação: Uma garagem privativa numa moradia tem exigências diferentes de um lugar de estacionamento num condomínio (onde a lei exige regras específicas de segurança e partilha de energia).

  • As Normas e Leis Vigentes: Dependendo do contexto, pode ser obrigatório o uso de sistemas de balanceamento de carga para proteger a instalação elétrica do edifício.

  • As Características da Viatura: Nem todos os carros carregam à mesma velocidade. O carregador deve estar em sintonia com a capacidade de aceitação do veículo para não gastar dinheiro em potência que não vai utilizar.

  • A Exigência da Instalação: É necessário avaliar se o seu quadro elétrico suporta a nova carga ou se precisa de um carregador inteligente que faça a gestão dinâmica do consumo doméstico.

Em resumo: Não existe um carregador "universal" que seja o melhor para todos. O segredo está em escolher o equipamento que garanta segurança, rapidez e conformidade legal.

Sendo cada caso um caso, a nossa função como técnicos credenciados é analisar estas variáveis e recomendar a solução com o melhor custo-benefício para si.

3. Posso carregar numa tomada normal se o cabo chegar lá?

Poder, pode, mas não deve — e explicamos-lhe porquê.

Embora a maioria dos veículos elétricos venha com um carregador ocasional (vulgarmente chamado de "carregador de viagem") que permite a ligação a uma tomada Schuko comum, esta prática esconde riscos graves:

  • Risco de Incêndio e Derretimento: Uma tomada doméstica convencional não foi projetada para suportar uma passagem de corrente elevada (10A ou mais) de forma contínua durante 10, 15 ou 20 horas. Este esforço provoca um aquecimento extremo dos cabos e dos contactos da tomada, podendo levar a curtos-circuitos ou incêndios.

  • Inexistência de Proteções Específicas: As tomadas comuns não possuem proteção contra correntes de fuga DC (corrente contínua), que são obrigatórias na carga de veículos elétricos. Sem um diferencial adequado (Tipo B), a proteção da sua casa e das pessoas pode falhar.

  • Extrema Lentidão: Carregar numa tomada normal é a forma mais lenta possível. Como a potência é muito baixa (cerca de 2,3 kW), poderá precisar de mais de um dia inteiro para carregar uma bateria média.

  • Fadiga da Instalação: O uso repetido de uma tomada normal para este fim degrada rapidamente toda a cablagem desse circuito elétrico, que raramente tem a secção necessária para este tipo de utilização intensiva.

A nossa recomendação: Utilize a tomada normal apenas em casos de emergência absoluta e por curtos períodos. Para o dia a dia, a instalação de uma Wallbox certificada é o método que melhor garante a segurança da sua família, a validade do seu seguro multirriscos e a longevidade da bateria do seu automóvel.

4. O meu quadro elétrico aguenta ou vou ter de aumentar a potência?  

A resposta curta é: Na maioria dos casos, não precisa de aumentar a potência contratada, desde que escolha o equipamento certo.

Muitos utilizadores pensam que carregar um carro elétrico exige ter uma potência enorme em casa, mas hoje em dia existem soluções tecnológicas que evitam esse custo adicional:

  • Gestão Dinâmica de Carga (O segredo): Se instalar uma Wallbox inteligente, ela será capaz de "ler" o que a sua casa está a consumir em cada instante. Se ligar o forno e a máquina de lavar, o carregador reduz automaticamente a energia para o carro. Quando os eletrodomésticos desligarem, a Wallbox volta a dar a potência máxima ao veículo.

  • Aproveitamento do Período Noturno: A maioria dos carregamentos é feita à noite, quando o consumo da casa é quase zero (luzes apagadas, máquinas desligadas). Neste período, quase toda a potência contratada está disponível para o carro, permitindo carregar a bateria sem qualquer esforço para o quadro elétrico.

  • Otimização de Custos: Ao evitar o aumento do escalão de potência (por exemplo, de 6,9 kVA para 10,35 kVA), estará a poupar dezenas de euros todos os anos na sua fatura da luz.

Quando pode ser necessário aumentar? Apenas em casos muito específicos, como habitações com consumos base extremamente elevados ou se tiver necessidade de carregar dois ou mais veículos em simultâneo num curto espaço de tempo.

A nossa Consultoria: Durante a nossa visita técnica gratuita, analisamos o histórico de consumo da sua habitação e o seu tipo de condução. O nosso objetivo é garantir que carrega o seu carro com a máxima segurança, mantendo a sua potência contratada atual sempre que possível.

5. Vou morar para um prédio, o condomínio pode proibir-me?

A resposta curta é: Não, o condomínio não pode proibir a instalação, mas existem regras e procedimentos legais que devem ser rigorosamente seguidos.

Em Portugal, a lei protege o direito de qualquer condómino de instalar um ponto de carregamento para veículos elétricos. No entanto, para que tudo corra bem, existem passos obrigatórios:

  • Direito de Instalação: De acordo com a lei, o condomínio não pode opor-se à instalação, desde que esta seja feita num lugar de garagem privativo e que os custos sejam assegurados pelo proprietário.

  • Comunicação Prévia: Deve comunicar por escrito à administração do condomínio a sua intenção de instalar o ponto de carga, com uma antecedência mínima de 30 dias.

  • Segurança e Conformidade: A instalação tem de ser executada por um técnico certificado e deve cumprir as normas técnicas da DGEG. O condomínio só pode opor-se caso consiga provar que a instalação coloca em risco a segurança do edifício ou a sua linha estética (em casos muito específicos).

  • Balanceamento de Carga (Essencial): Esta é a parte técnica mais importante. Para evitar que o carregamento dos carros mande abaixo a luz das áreas comuns (elevadores, iluminação, bombas), é obrigatória a instalação de sistemas que façam a gestão inteligente da energia disponível no prédio.

  • Contagem Individual: A energia consumida pelo seu carro deve ser medida separadamente, garantindo que o custo da sua mobilidade não é dividido pelos restantes vizinhos.

O nosso conselho: Não faça uma instalação "por conta própria". Como técnicos credenciados, ajudamos na elaboração da memória descritiva para apresentar ao condomínio e garantimos que a instalação cumpre todos os requisitos de segurança e de contagem de energia.

O objetivo é simples: Carregar o seu carro com total tranquilidade, sem conflitos com os vizinhos e com a máxima segurança para o edifício.

6. A instalação vai ter um certificado de conformidade?

Sim, obrigatoriamente.

Na nossa empresa, não consideramos uma instalação terminada sem a entrega da respetiva documentação técnica e do comprovativo de conformidade. Este documento é fundamental por vários motivos:

  • Garantia de Segurança: O certificado atesta que a instalação foi executada seguindo rigorosamente as Regras Técnicas de Instalações Elétricas (RTIEBT) e as normas específicas da DGEG para Veículos Elétricos.

  • Validade dos Seguros: Em caso de qualquer incidente elétrico na sua habitação ou condomínio, a primeira coisa que a sua seguradora irá solicitar é o certificado de conformidade assinado por um técnico credenciado. Sem este documento, a seguradora pode recusar qualquer indemnização.

  • Valorização do Imóvel: Um ponto de carregamento certificado é uma mais-valia para a sua casa. No futuro, se vender o imóvel, tem um documento oficial que prova que a infraestrutura elétrica é segura e legal.

  • Responsabilidade Técnica: Ao emitirmos o certificado, assumimos a responsabilidade técnica sobre o trabalho executado. Como Técnico Responsável inscrito na DGEG, o meu número de carteira profissional é a sua garantia de que o sistema foi testado e verificado.

Cuidado com o "Eletricista Amigo": Muitas instalações baratas são feitas sem certificação. Além de serem ilegais, colocam em risco a garantia do seu automóvel e a segurança do seu património. Conosco, recebe toda a documentação necessária para que a sua única preocupação seja conduzir.

7. Quais os riscos se a minha instalação não estiver em conformidade com a lei ?

A instalação de uma Wallbox ou o uso de carregadores portáteis em ambiente residencial/condomínio deve cumprir estritamente o Decreto-Lei n.º 39/2010 e as RTIEBT. O incumprimento destas normas acarreta os seguintes riscos:

1. Riscos de Segurança (Físicos e Materiais)

  • Incêndio por Fadiga Térmica: O carregamento de um veículo elétrico exige potência máxima durante várias horas. Tomadas convencionais ou cablagens subdimensionadas podem derreter, provocando curto-circuitos e incêndios.

  • Falha de Proteção (Choques Elétricos): A lei exige proteções específicas. Sem estes, uma falha no carregador pode "anular" a proteção do quadro elétrico, criando risco de eletrocussão para o utilizador e vizinhos.

  • Danos na Infraestrutura do Prédio: Instalações mal planeadas podem causar desequilíbrios nas fases elétricas do edifício e danos nos equipamentos comuns.

2. Riscos Financeiros e de Seguros

  • Anulação de Apólices de Seguro: Em caso de sinistro (incêndio ou danos elétricos), se a seguradora detetar que a instalação não possui Termo de Responsabilidade passado por um técnico inscrito na DGEG, tem base legal para recusar o pagamento de indemnizações.

  • Responsabilidade Civil: O proprietário da instalação não conforme é civilmente responsável por todos os danos causados a terceiros (veículos vizinhos ou estrutura do condomínio).

3. Riscos Jurídicos e Contratuais

  • Ordem de Remoção Imediata: Segundo o Código da Propriedade Horizontal, o condomínio pode exigir a desmontagem de qualquer instalação que coloque em risco a segurança do edifício ou que não tenha sido comunicada previamente (prazo legal de 30 dias).

  • Corte de Energia: Caso a instalação interfira com a rede pública ou comum de forma irregular, o operador de rede pode proceder ao corte do fornecimento por falta de condições de segurança.

4. Requisitos Legais Obrigatórios para Conformidade:

Para garantir a legalidade e segurança, a instalação deve obrigatoriamente garantir:

  1. Execução por Técnico Certificado: Inscrito na DGEG (Direção-Geral de Energia e Geologia).

  2. Termo de Responsabilidade: Documento que atesta que a instalação cumpre as normas de segurança.

  3. Circuito Dedicado: Cablagem com secção adequada e proteções elétricas exclusivas no quadro.

  4. Comunicação ao Condomínio: Notificação escrita à administração com o projeto/esquema da instalação.

Nota: À luz da legislação vigente (Portaria 128/2026), é proibida a utilização de qualquer ponto de carregamento ligado à rede comum que não disponha de gestão inteligente de carga. Instalações que não cumpram estes requisitos técnicos e legais são consideradas irregulares, ficando sujeitas a remoção forçada, corte de energia e aplicação de coimas.

8. O Estado dá algum incentivo ou apoio à instalação?

Os programas de incentivo do Estado (Fundo Ambiental) são temporários e as suas regras alteram-se com frequência.

Ao contrário de outros benefícios fixos, os apoios ao carregamento de veículos elétricos funcionam através de "Avisos" com prazos e orçamentos limitados. Por esse motivo, não é possível garantir o acesso ao incentivo no momento da compra, pois este depende da abertura de novas verbas pelo Governo.

No entanto, para que esteja apto a candidatar-se sempre que um programa esteja aberto, a sua instalação deve cumprir estes requisitos padrão:

  • Contratação de Técnico Certificado: Independentemente das regras, o Fundo Ambiental exige sempre o Termo de Responsabilidade emitido por um instalador inscrito na DGEG. Sem este documento, qualquer candidatura é rejeitada.

  • Equipamentos Inteligentes: Historicamente, os apoios focam-se em carregadores "Smart" (com conectividade e gestão de carga).

  • Faturação Detalhada: É obrigatório que a fatura contenha o seu NIF e a descrição correta do equipamento.

  • Foco Atual (Condomínios): Recentemente, os incentivos têm priorizado instalações em prédios/condomínios, sendo mais raros os apoios diretos para moradias unifamiliares.

O nosso conselho: Não baseie a sua decisão de compra apenas no incentivo, mas sim na segurança e poupança imediata que a mobilidade elétrica oferece. No momento da nossa visita técnica, informaremos sobre a existência de algum programa de apoio em vigor e garantiremos que toda a documentação que lhe entregamos cumpre os requisitos legais para uma eventual candidatura.


Ainda tem dúvidas? Fale diretamente com o nosso Instalador !
É a pessoa indicada para o ajudar, visto ser o Técnico Credenciado DGEG, que irá assinar a sua certificação !